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UM CONTO, UMA HISTÓRIA, UMA POESIA…

A Brigitte Bardot está ficando velha,
envelheceu antes dos nossos sonhos.

Coitada da Brigitte Bardot,
que era uma moça bonita,
mas ela mesma não podia ser um sonho
para nunca envelhecer.

A Brigitte Bardot está se desmanchando
e os nossos sonhos querem pedir divórcio.

Pelo mundo inteiro
têm milhões e milhões de sonhos
que querem também pedir divórcio
e a Brigitte Bardot agora
está ficando triste e sozinha.

Será que algum rapaz de vinte anos
vai telefonar
na hora exata em que ela estiver
com vontade de se suicidar?

Quando a gente era pequeno,
pensava que quando crescesse
Ia ser namorado da Brigitte Bardot,
mas a Brigitte Bardot
está ficando triste e sozinha

Brigitte Bardot, Tom Zé.

PARA COMEÇAR A SEMANA: “Lou Reed – Walk On The Wild Side”

Lou Reed, cujo verdadeiro nome é Lewis Alan Reed, nasceu em 02 de março de 1942, em Nova Iorque (Estados Unidos). Ele tomou suas primeiras lições de piano aos cinco anos, mas vai logo abandonar esse instrumento de uma guitarra, um sabor mais moderno.

Em 1958, como membro da Jade, compôs suas primeiras músicas, sem muito sucesso. Ao completar seus estudos, entrou em uma gravadora como compositor escritor. Essas composições eram imitações dos sucessos do momento.

Lou Reed inventou um novo ajuste para a guitarra, "Guitar avestruz", onde todas as cordas são colocadas em aberto na  mesma nota. Lou Reed contrata os serviços de John Cale, Sterling Morrison, e Daryl Angus MacLise para formar um novo grupo de avant garde, "Velvet Underground".

Embora o grupo de talento não seja reconhecido de imediato, "Velvet Underground" faz uma contribuição importante para a história do rock. Em 1970, depois de quatro álbuns de estúdio e dezenas de concertos, Lou Reed decide deixar o grupo.

Ele voltou a solo, dois anos depois com seu álbum de estréia que não atendeu os anseios do seu público. No ano seguinte, finalmente viu sua carreira decolar com a canção "Walk On The Wild Side", que permanece até hoje como o mais famoso hit. Em 1975, entre o álbum cult "Berlin" (1973) e "Coney Island Baby" (1976).

Lou Reed lançou o que permanece até hoje como o mais estranho álbum já registrado: "Metal Machine Music", uma série de dispositivos sonoros e ruídos eletrônicos que mostram todo o talento, mas também a loucura e os interesses comerciais do artista.

Após este período de intensa produção, Lou Reed vai continuar a acumular um álbum a cada três anos. Estes álbuns raramente têm destaque na mídia por causa da escuridão de suas letras, genuínas pérolas artísticas.

"Nova York", em 1989, "Hudson River Wind Meditations", em 2007, através de "Magic and Loss", em 1992, ou "The Bells" Lou Reed, em 1979, estabeleceu-se como um grande compositor e continua a deliciar os seus fãs com cada uma de suas novas obras.

PARA COMEÇAR A SEMANA – CORAL DAS LAVADEIRAS DEALMENARA

INFORMAÇÕES E FOTOSDO SITIO CORAL DAS LAVADEIRAS

Primeira formação do Coral: 1991/1992

Priemeira formação do coral 1991/1992

As lavadeiras do Vale do Jequitinhonha, região situada à nordeste do Estado de Minas Gerais, são guardiãs de antigas canções – batuques, sambas, afoxés, frevos, rodas, modinhas e toadas – cuja origem já se perdeu na memória do tempo. São cânticos de trabalho, lúdicos e de louvação, de influência africana, indígena e portuguesa. Eles revelam a mistura étnica que originou a rica música popular brasileira.

A história do Coral das Lavadeiras começou em 1991, a partir da construção de uma lavanderia comunitária no Bairro São Pedro, em Almenara, pelo ex-prefeito Roberto Magno. Incentivadas pelo cantor e pesquisador cultural Carlos Farias, elas passaram a cantar em grupo e criaram a ASLA – Associação Comunitária das Lavadeiras de Almenara, reunindo mais de cinqüenta mulheres. O trabalho teve logo uma ótima repercussão e elas começaram a participar de festivais na região e em outras cidades do Brasil.

Com a volta do compositor Carlos Farias a Belo Horizonte, em 1994, para cuidar da sua carreira musical, o coral passou a ser coordenado por Tânia Grace Almeida, que permaneceu com o grupo até 1998.

Em outubro de 1999 as lavadeiras tiveram a primeira experência em estúdio, ao participarem da gravação de um CD coletivo, em Teófilo Otoni, juntamente com outros grupos culturais do Vale do Jequitinhonha. Esse disco chama-se “Por Cima das Aroeiras” e ficou pronto no ano 2000.

Em 2002, com o lançamento do CD-Livro “Batukim Brasileiro – O Canto das Lavadeiras”, terceiro álbum de Carlos Farias, reunindo uma parte do repertório pesquisado, a música das lavadeiras cruzou as fronteiras do país e chegou à Europa. No período de 07 a 17 de março o coral participou do 3º FACR- Festival de Arte, Criatividade e Recreação, realizado na Ilha da Madeira, em Portugal. A apresentação do concerto “O Canto das Lavadeiras”, com Carlos Farias e banda de apoio, causou grande impacto no público e na mídia local.

Em 2003 o grupo fez várias apresentações pelo Brasil, com o patrocínio da Telemar, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, lotando todos os teatros e espaços onde se apresentou. O emocionante espetáculo misturou elementos do teatro, dança, música e contação de histórias.

Em 2004 e 2005, além de participarem da Conexão Telemig Celular de Música, as lavadeiras e Carlos Farias iniciam a gravação de “AQUA – A Música das Lavadeiras do Jequitinhonha”, contando, novamente, com o patrocínio do Grupo Mod-Line. Este CD-livro ficou pronto em 2005 e resgatou outras canções de domínio público, numa edição primorosa, enriquecendo ainda mais o patrimônio musical brasileiro.

Em 2006 o grupo seguiu encantando o país com o espetáculo “Batendo Roupa, Cantando a Vida”, projeto que incluiu, ainda, a palestra/oficina “Conversa de Lavadeira” e a cerimônia de “bênção das águas”.

A arte das lavadeiras-cantoras do Rio Jequitinhonha vem despertando o interesse crescente do público, da imprensa e da crítica especializada. Várias reportagens foram divulgadas nos principais veículos de informação do país, com destaque para os programas Jornal Hoje (14/06/01) Mais Você (02/02/05) e Fantástico (05/02/06), todas da Rede Globo. Elas são um exemplo bem sucedido de inclusão social, através da arte.

Atualmente, cerca de trinta e nove mulheres ganham o seu sustento lavando roupas na lavanderia comunitária, em Almenara. Uma dezena delas participa do coral, que vem sendo considerado parte integrante do patrimônio cultural imaterial dessa instigante região de Minas.



PARA COMEÇAR A SEMANA…: Little Richard, a mãe do rock!

Por Márcio Ribeiro, da Wiplash.net!

Wop Bop A Loo Bop A Lop Bam Boom. As vocalizações que permeavam as interpretações de Little Richard eram tão inusitadas quanto o seu visual andrógino de topete imenso, maquiagem forte e paletó. Homossexual assumido, pastor protestante e um dos maiores egos que já passaram pelo planeta, dizia ser um presente de Deus para a humanidade.

Little Richard nasceu Richard Wayne Penniman no dia 5 de dezembro de 1932 em Macon, no estado da Georgia. Terceiro de uma família de doze irmãos, era o filho preterido pelo pai e que sofria deboches dos irmãos por já demonstrar uma sensibilidade típica do que é costumeiramente chamado de mariquinhas. Teve uma infância triste, afastado dos garotos de sua idade, também por causa de um defeito na perna esquerda, mais curta que a direita, o que impedia que ele brincasse normalmente. Aos sete anos sapateava nas ruas para ganhar trocados, aos oito ganhou um concurso local de talentos. Como a maioria dos negros de sua época, aprendeu a cantar em uma igreja evangélica, e no processo aprendeu também a tocar o piano. Cansado de ser motivo de deboche, fugiu de casa aos 14 anos para se juntar a um grupo de músicos andarilhos chamados de Dr. Hudson’s Medicine Show, trabalhando como cantor, dançarino e pianista. Richard Penniman mudou seu nome para Little Richard, o "Little" (pequeno) em função de quê, segundo ele, "todos os bluseiros que ele conhecia usavam ‘Little’ no nome" como Little Walter. Uma vez em Alabama, passou a viajar com Sugar Foot Sam em outro típico Medicine Show, um show de variedades que no final tentava lucrar com a venda de algum remédio, geralmente um tônico feito de ervas.

Em 1951, ganhou um concurso de talentos no 81 Theater, na cidade de Atlanta, capital do seu estado Georgia, o que lhe permitiu gravar seu primeiro disco pela gravadora Victor (antes de se unir à RCA), um compacto que não provocou nenhuma mudança em sua vida artística. Ele, a esta altura, estava lavando pratos em uma lanchonete ligada a uma estação de ônibus. Teve a oportunidade de gravar um segundo compacto que igualmente não lhe trouxe maiores perspectivas. Mesmo assim, tinha montado uma banda própria, para apresentações ocasionais à noite.

Em 1952 juntou-se ao grupo Tempo Toppers, capitaneado por Raymond Taylor e baseado em Nova Orleans, com apresentações constantes no Club Tijuana. Entre 1953 e 54 gravaram quatro músicas para o selo Peacock, em Houston, inicialmente como The Tempo Toppers e depois já como Little Richard and the Deuces of Rhythm. Entre essas gravações, principalmente durante o ano de 1953, Little Richard voltou a sua cidade natal trabalhando fora do âmbito artístico, novamente como Richard Penniman, onde casou e teve um filho.

Em 1955, já com uma nova banda, sua música demonstrava fortes influências não só do gospel que ele trazia da Georgia mas também do rhythm & blues de gente como Roy Brown, Jay Hawkins e Fats Domino. Sua postura artística também já amadurecera para incluir um topete imenso e uma maquiagem facial pesada. Lloyd Price, autor de, entre outras preciosidades, "Lawdy Miss Clawdy", ao assistir a uma apresentação, sugeriu que Richard mandasse uma demo para a Specialty Records. A gravadora ficou satisfeita e Richard assinou um contrato, mas a primeira sessão deixou a desejar. Em um intervalo para o almoço, ao ver um piano em um canto da lanchonete, Little Richard, com sua eterna necessidade de chamar atenção, sentou-se ao piano e começou a tocar uma canção extremamente obscena para a época e cheio de seus "woooo’s", que se tornaria parte de sua marca ou assinatura musical. "É isso que queremos nos seus discos", falou o produtor, e assim, surgiu a canção "Tutti Frutti", gravada com uma letra menos picante. E Little Richard nasceu para o mundo. A letra original dizia: A wop bop a loo mop, a good goddam! Tutti Frutti, good booty! (boa bunda).

Pela Specialty Records, entre 1956 e 57, Richard gravou diversas músicas que viriam a ser clássicos do rock de todos os tempos, como “Long Tall Sally”, “Rip It Up”, “Tutti Frutti”, “The Girl Can’t Help It”, “Good Golly Miss Molly”, “Slippin’ and Slidin’”, “Jenny, Jenny”, “Keep a Knockin’” e “Lucille”, entre outras. Participou de filmes como “The Girl Can’t Help It”, “She’s Got It” e “Mister Rock And Roll”, que reforçaram sua imagem e ajudaram a divulgar sua música internacionalmente. É apenas justo que parte do seu sucesso seja também creditado à sua banda, composta de excelentes músicos de Nova Orleans, como Lee Allen no sax tenor, Alvin Tyler no sax barítono e de seu baterista favorito, Earl Palmer, que gravou e excursionou com ele por quase toda a carreira.

Vocalista mais virtuoso da primeira fase do rock and roll, Little Richard influenciou com seus falsetes, seu piano e seu temperamento extrovertido, os grandes nomes da história do rock, de Paul McCartney a Robert Plant, de Jerry Lee Lewis a Billy Preston, de Otis Redding a Freddie Mercury, de Elvis Presley a Prince. Sua performance explosiva e insinuação em palco agitavam e levavam o público à loucura, chegando a causar tumultos. Sempre o centro das atenções, sua música ajudou a promover a desmistificação entre brancos e negros, uma vez que os jovens brancos passaram a invadir os espaços reservados aos negros, diretamente em frente ao palco, para dançarem juntos. Assim, jovens brancos puderam perceber melhor a discrepância do tabu racial vinda dos mais velhos e em que eram obrigados a acreditar.

Excursionou durante esse período não somente por todo os Estados Unidos, de costa a costa, como também foi um dos primeiros artistas a levar o rock ‘n’ roll para a Austrália. Durante sua viagem de volta desta excursão, a meses depois do acidente mortal de outra lenda, Buddy Holly, seu avião teve problemas e Richard em pânico implorou a Deus que, se ele sobrevivesse, largaria a vida artística e voltaria suas energias para espalhar a palavra de Deus. Ele diria depois que o chamado já estava lhe incomodando fazia tempo e que entendeu o incidente no aeroplano como um ultimato de Deus.

Após terminar alguns compromissos restantes, Little Richard abandonou a profissão em 1958, tornando-se novamente Richard Penniman, e passou a cursar a Oakwood Collage Seminary School em Huntsville, Alabama, formando-se em 1961 como bacharel em Teologia. Foi ordenado ministro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, renegando seu passado mundano e se afastando do show business. A gravadora Speciality não gostou nada desta decisão e procurou forçá-lo a se manter como performer, ameaçando-o à ter que assinar um acordo abrindo mão de todos os seus direitos sobre suas canções, como alternativa. Little Richard, porém, estava sério sobre sua crença religiosa e prontamente abriu mão de todos os direitos que detinha sobre sua música. Em 1961 gravou discos religiosos e excursionou pelo sul de igreja a igreja, pregando e cantando hinos religiosos.

Mas Richard não conseguiu ficar mais de três anos longe do rock. Em 1962, viajou para Europa, onde em Hamburgo conheceu os Beatles, seguiu para o Oriente e depois para a Austrália. Em 1963 tocou na Inglaterra, a nova Meca do rock, para se juntar à excursão dos Everly Brothers, que incluía apresentações dos Rolling Stones e Bo Diddley. A TV Granada fez na ocasião, um especial sobre sua carreira. Os tempos mudaram mas as apresentações de Little Richard eram uma das poucas atrações da já velha guarda que ainda mantinha o público pulando. Com a Beatlemania e a posterior psicodelia, a maioria dos grandes astros da primeira fase caíram no esquecimento, como coisa do passado. Mas Richard ainda voltou para a América e fez temporada em Chicago, no City Opera House. Em 1964, bandas como os Beatles e os Rolling Stones, com diversas entrevistas fazendo questão de frisar a importância dos artistas negros americanos na sua música, ajudaram Little Richard a conseguir um hit moderado com a canção "Bama Lama Bama Loo".

Em 1965 fez temporada no Paramount Theater de Nova York. É neste período que Little Richard teve como guitarrista um desconhecido Jimi Hendrix, acorrentado pela obrigação de tocar de modo simples, com afinação tradicional e sem distorção de qualquer espécie. Hendrix foi dispensado pouco antes de Little Richard seguir para uma excursão européia. Eternamente tentando reconquistar o novo público jovem, esses anos, em sua maioria, foram bastante frustrantes para esse gigante do passado. Ainda mais quando cálculos concluíam que até 1968 ele já havia vendido cerca de US$32 milhões em discos ao redor do mundo, nenhum centavo deste dinheiro indo para seu bolso.

Foi somente em 1969, após a psicodelia, com uma onda de revalorizar o rock simples do passado, que Little Richard conseguiu novamente atenção. Entre todos os velhos roqueiros que reapareceram neste "revival", como Gene Vincent, Everly Brothers, Fats Domino e Chubby Checker, entre tantos outros, Little Richard e Chuck Berry foram os únicos a realmente sobressair. É só a partir desta fase que Richard passa a ser visto como uma autêntica mega-estrela de todos os tempos pelo público americano. Ele se auto-pronunciou o "Arquiteto do Rock", seguido por outros títulos como “O Criador”, “O Emancipador”, “O Inventor”, e é claro, nada menos do que "O Verdadeiro Rei do Rock ‘n’ Roll". Outro apelido curioso que ele recebeu foi "O Liberace de Bronze". Richard ainda conseguiu em 1970 outro hit moderado com "Freedom Blues". Passou o restante da primeira parte da década de 70 aparecendo em "talk-shows", dando entrevistas e fazendo pequenas apresentações em eventos nostálgicos.

Ao final de 1976, em eterno duelo com seu "outro lado", Little Richard sucumbiu novamente para a respeitabilidade de Reverendo Richard Penniman. Mas como passou a ser visto como um ícone do rock ‘n’ roll, seus sermões apareceram nos jornais fora de contexto. Em tais sermões, ele pregava a força absoluta da fé com frases como "Se Deus pode salvar um velho homossexual como eu, ele pode salvar qualquer um". Em jornais sensacionalistas, a frase foi explorada indevidamente e a opinião pública o viu como um traidor decadente.

Com o tempo e a idade, o artista Little Richard e seu alter ego, o Reverendo Richard Penniman, aparentemente aprenderam a conviver em paz dentro do corpo desta personalidade tão complexa. Little Richard reapareceu em 1986 para a filmagem de "Down And Out In Beverly Hills", uma comédia com Richard Drefuss e Betty Midler, onde Little Richard rouba o espetáculo como o vizinho que se irrita facilmente. O filme abriria caminho para o seu último hit até o presente, a canção "Great Gosh O’ Mighty". Ainda em 1986 ele foi convidado a entrar para o Rock ‘n’ Roll Hall of Fame, o chamado Corredor da Fama, misto de museu e título de honra para seus membros. Durante o seu discurso de agradecimento, ele começou a chorar em público, ato incomum para este artista geralmente muito seguro de si. Em seu discurso de agradecimento, declarou que este tipo de reconhecimento é como um sonho se realizando. Pouco depois Richard Penniman voltou a pregar a palavra de Deus enquanto processava a Speciality Records, querendo reaver o dinheiro dos direitos das vendas de seus discos. Infelizmente, depois de o processo correr por quase um ano, a Justiça considerou o documento que ele assinou legal e ele fica mesmo sem direito àquela fortuna.

Durante a década de 90, novamente como Little Richard, ele passou a freqüentar a televisão americana constantemente, entre participações em seriados como Miami Vice, a documentários como "A Tribute To Woody Guthrie And Leadbelly", e propagandas como a do McDonald’s. Gravou uma participação no disco infantil da Disney "For Our Children", fez backing vocals para o dueto entre Bono Vox e BB King, "When Love Comes To Town", apareceu no Vila Sésamo participando do quadro "Kurmit Unpigged", sátira à série Unplugged da MTV, cantando "She Drives Me Crazy" e contracenando com Caco, o sapo.

Recebeu outros prêmios na década de 90, como o “Lifetime Achievement Award”, da National Academy of Recording Arts and Sciences, o “Pioneer Award”, da Rhythm & Blues Foundation, em 1994, e em reconhecimento por todas as suas contribuições e vasta influência em tantos artistas posterior ao seu auge, foi presenteado com o extremamente prestigioso “Award of Merit” pela American Music Awards, em 1997, outro momento de intensa emoção em sua carreira.

A partir de 1997, Little Richard voltou a excursionar pelo mundo com incrível disposição para um homem acima de sessenta e sete anos de idade, mantendo intacta sua imagem de roqueiro selvagem. Com incrível bom humor, ele explica que está em paz não só com sua persona artística como também com o verdadeiro Richard Penniman que existe atrás deste artista. Antes de ele poder ajudar os outros, ele precisava chegar a este meio-termo.

ROCK N ROLL CAN NEVER DIE

Dia Mundial do Rock

Para Começar a Semana

Compay Segundo – Chan-Chan


Aos cinco anos, com o falecimento de sua avó, se mudou com sua família para a cidade de Santiago de Cuba. Compay Segundo afirmava que, desde os cinco anos, acendia os puros (charutos) para sua avó. Desde então, não deixou o hábito de fumar. Em Santiago, fez o que grande parte da população cubana fazia: aprendeu o ofício de enrolador de charutos. Ao mesmo tempo, dava aulas com uma jovem que o introduziu nos segredos do pentagrama, Noemí Toro. Por sua influência, Repilado optou pelo clarinete.

Foi tocando este instrumento que Repilado fez sua primeira viagem a Havana, em 1929, com a Banda Municipal de Música, na ocasião da inauguração do Capitolio Nacional.

Em 1935, com o guarachero Ñico Saquito e sua banda Cuban Star, viajou novamente à capital cubana – desta feita, para lá residir definitivamente.

Autodidata do tres e de violão, criou um novo instrumento de corda, mesclando aqueles instrumentos, o armónico. Muitas de suas composições musicais se caracterizam por seu conteúdo imaginativo e grande senso de humor. Na década de 30, com o quarteto Hatuey, viajou ao México, onde participou em dois filmes, México Lindo e Tierra Brava.

Também foi no México onde integrou, como clarinetista, o grupo Matamoros e teve a oportunidade de trabalhar com o músico Benny Moré. Lá, também, fundou, em 1942, a dupla Los Compadres, cantando com o cubano Lorenzo Hierrezuelo. Lorenzo era a primeira voz e tinha o apelido de Compay Primo (primeiro compadre), enquanto Repilado era a segunda voz, o Compay Segundo, pseudônimo que o acompanhou até o fim de seus dias e pelo qual é reconhecido mundialmente.

Sobre o fato de que a segunda voz na música passou a se perder, sobretudo após as décadas de 40 e 50, Compay Segundo declarou “Os jovens não querem acompanhar nenhum cantor. Todos querem ser estrelas do dia para a noite. Veja quantos anos eu tive de esperar, quantos caminhos tive de andar, em quantos eventos tive de participar. E cá estou começando, nunca acabando.”

Sua carreira teve inúmeras mudanças; integrou o sexteto Los Seis Ases, o Cuarteto Cubanacán, e foi clarinetista da Banda Municipal de Santiago de Cuba. Em 1956 criou o grupo Compay Segundo y sus Muchachos, com quem trabalhou até sua morte.

Compay Segundo foi um artista único. A maneira que produzia o som se ajustava ao modelo da zona oriental de Cuba, pelo que é reconhecido como um grande representante da cubanía.

Os estilos em que transitava eram: son, guaracha, bolero, além de canciones com marcados matizes caribenhos. Sua voz, grave e redonda, acompanhou célebres cantores de fama internacional. Com os muchachos de seu grupo, foi capaz de fazer dançar multidões de todos os continentes. Realizou turnês pela América Latina e Europa, particularmente Espanha, onde gravou seus últimos discos. Sobretudo partir de 1992, criou-se, na Espanha, um ambiente favorável para a trova e o son tradicional e foram convidados antigos e respeitados músicos desse estilo. Com isso, em 1995, Compay Segundo teve uma antologia sua organizada por Santiago Auserón, e foi o início de sua consagração internacional e a retomada de sua carreira artística.

Compay Segundo participou ativamente do ambicioso projeto Buena Vista Social Club, um disco produzido por Ry Cooder, em 1996, em que se reuniram os grandes nomes da música cubana, como Ibrahim Ferrer, Juan de Marcos González, Rubén González, Manuel “Puntillita” Licea, Orlando “Cachaito” López, Manuel “Guajiro” Mirabal, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Barbarito Torres, Amadito “Tito” Valdés e Pio Leyva. O disco foi premiado com o Grammy e promoveu um ressurgimento fabuloso de músicos cubanos que, em alguns casos, estavam no ostracismo por mais de 10 anos.

O disco é o tema central do documentário homônimo, dirigido pelo alemão Wim Wenders. Ver Buena Vista Social Club (filme).

Aos 94 anos, estreou nos palcos como ator, em uma peça intitulada “Se secó el arroyto” (algo como “secou-se o riozinho”), baseada em uma de suas canções e que narra os amores frustrados de um casal de jovens nos anos anteriores à Revolução Cubana (1959).

Entre as canções mais conhecidas interpretadas por Compay Segundo se encontram: “Sarandonga”, “Saludos, Compay”, “¿Y tú, qué has hecho?”, “Amor de la loca juventud”, “Juramento” e “Veinte años”. Certamente, a mais famosa de todas é “Chan Chan”, que, segundo dizem, já foi ouvida até no Vaticano.

Compay Segundo faleceu em 2003, em Havana, próximo a sua família e com o respeito e a consideração de seus patrícios. Deixou cinco filhos. Nonagenário e muito bem-humorado, disse certa feita que ainda não havia se esquecido de como era o amor e que queria um sexto filho. Atribuiu-se sua morte a “desajuste metabólico agudo com insuficiência renal”. Foi sepultado em Santiago de Cuba.

Informações: Wikipédia

VIVA O FUTEBOL! VIVA A ALEGRIA!!!

Si yo fuera Maradona
Viviria como el
Si yo fuera Maradona
Frente a cualquier porteria
Si yo fuera Maradona
Nunca m’equivocaria
Si yo fuera Maradona
Perdido en cualquier lugar

La vida es uns tómbola
De noche y de dia
La vida es una tombola
Y arriba y arriba!

Si yo fuera Maradona
Viviria como el
Mil cohetes, mil amigos
Y lo que venga a mil por cien
Si yo fuera Maradona
Saldria en mondovision
Para gritarle a la FIFA
Que ellos son el gran ladron!

La vida es uns tómbola
De noche y de dia
La vida es una tómbola
Y arriba y arriba!

Si yo fuera Maradona
Viviria como el
Porque el mundo es una bola
Que se vive a flor de piel

Si yo fuera Maradona
Frente a cualquier porqueria
Nunca me equivocaria…

Si yo fuera Maradona
Y un partido que ganar
Si yo fuera Maradona
Perdido en cualquier lugar

La vida es uns tómbola
De noche y de dia
La vida es una tómbola
Y arriba y arriba!

(La Vida Tombola, Manu Chao)

PARA COMEÇAR A SEMANA… “PINDUCA, O REI DO SIRIMBÓ”

PINDUCA, DO PARÁ PARA O MUNDO

Pinduca, é um dos maiores representantes da cultura popular no Brasil. Cantor e compositor , o "Rei do Carimbó" (como é carinhosamente conhecido em todo Brasil) criou ritmos, como: Sirimbó, Lári-Lári, Lambada e Lamgode.

Ele já gravou 30 discos em trinta anos de carreira. Desde 1973, quando gravou seu primeiro disco, até seus últimos lançamentos realizados pela Somzoomsat, onde destaca-se o seu 29º com Pinduca ao Vivo e agora, lança o seu 30º CD. Pinduca divulgou seus ritmos em vários países: Bolívia, Peru, Colômbia, Angola, Guiana Francesa e fez um grande sucesso na excursão realizada em Agosto de 2000 para Alemanha, com sua banda completa, onde participou do festival de música brasileira HEIMATRLANGE.

Seu maior interesse como ele mesmo diz, é levar o nosso Estado, a cultura musical paraense e as coisas do Pará, a todos os lugares onde vai se apresentar com os seus shows.

Natural da cidade de Igarapé-Mirim, interior do Estado, é de uma família de músicos, seu pai José Plácido Gonçalves, falecido no dia 06/09/1997 com 103 anos, era professor de música, foi com ele que Pinduca aprendeu as primeiras notas musicais. Sua mãe Luzia Tereza de Oliveira Gonçalves, falecida em 04/02/1997 aos 96 anos, teve 13 filhos: 9 homens e 4 mulheres, e todos sabem tocar algum instrumento musical, alguns seguiram carreira profissional. Seu José e dona Luzia foram inspiradores para os carimbós de Pinduca.

Pinduca iniciou sua carreira aos 14 anos, como pandeirista. Certo dia, durante as comemorações da festa de Nossa Senhora do Rosário, na vila de Maiuatá (município de Igarapé-Mirim e Abaetetuba) tocando a alvorada que abriria os festejos às 5 horas no coreto da praça. Nessa época os conjuntos musicais tocavam apenas instrumentos acústicos, com todos os músicos sentados ao redor do cantor, que também cantava sem microfone. Durante a apresentação, ele levantou-se e começou a dançar, enquanto tocava suas maracas. Todos se aproximaram para ver a novidade, e a exibição foi um enorme sucesso.

Com a autorização de seu pai, Pinduca seguiu para Abaetetuba, onde participou da Orquestra Brasil, já com 16 anos. Depois foi para Belém, onde participou da Orquestra de Orlando Pereira, como baterista, nessa época considerado um dos melhores baterista do Pará. Alistou-se no Exército, e seguiu carreira na Polícia Militar até chegar a Tenente Mestre da Banda de Música da PM.

Pinduca formou sua própria banda em 1957, nesse mesmo período o cantor estava organizando a decoração dos chapéus de palha que seriam utilizados na apresentação de uma quadrilha de festa junina, colocando neles, nomes caipiras, como: Tio Bené, Nhô Zé, entre outros. Seu apelido era Noca, mas depois que Aurino Quirino escolheu o chapéu para si com o nome de Pinduca foi um verdadeiro batismo e a partir daquele dia Aurino ou Noca passou a ser Pinduca.

Seu primeiro disco foi gravado em 1973 e vendeu 15.000 cópias, desde a Bahia até Manaus, aí começava o fabuloso sucesso de vendas que Pinduca tornara-se em todo país.

Banda do Pinduca: 12 Músicos e 4 Bailarinas.

Pinduca é casado a 40 anos com Deuzarina Santos Gonçalves juntos tiverem 6 seis filhos.

Otávio Roosevelth, Tânia Ellem, Eloy Kleem, Douglas Rielang, Stanley V, Sheila Jane, e 7 netos: Duanna Mahana, Luan Gonçalves, Alan Kleem, Diego Henrique, Emanuela Gonçalves, Gabriel Douglas, João Vitor. Hoje 4 quatro de seus filhos participam da banda.

(Do site do cantor).

PARA COMEÇAR A SEMANA… : Manu Chao – Politik Kills

Clipe oficial da canção Politik Kills, do artista multitudo, Manu Chao. A letra da música é uma aula do que é a política empreendida por uma parte do mundo que se quer predominante, e que mata indiscriminadamente, em nome de interesses tanatológicos.

Israel, EUA, Russia, e tantos outros cuja diplomacia tem a cor do sangue das pessoas que lutam pela liberdade de todos.

Manu Chao – Politik Kills

Politik kills
Politik needs votes
Politik needs your mind
Politik needs human beings
Politik need LIES

That’s why my friend it’s an evidence:
Politik is violence

Politik Kills

Politik use drugs
Politik use bombs
Politik need torpedoes
Politik needs blood

That’s why my friend it’s an evidence:
Politik is violence

Politik need force
Politik need cries
Politik need ignorance
Politik need lies

Politik Kills

MUITO ALÉM DO CARTÃO POSTAL: “Favela 2.0”

FAVELA 2.0

Quem não vive dentro de uma favela, só pode imaginar as coisas que acontecem ali dentro. De fora, quem olha consegue ver a casa com tijolo exposto, em lugares mais pobres, o barraco de madeira, e o grito das armas de foto que urram feito leões na floresta, causando espanto nos passarinhos.

Quem se atreve a olhar uma favela por dentro, se surpreende com as milhares de vozes que ali ecoam. A internet é uma ferramenta fundamental para mudar a cara que a favela tem no imaginário popular. Nessa floresta urbana, não existe Saci Pererê e nem Mula Sem Cabeça. São pessoas como eu e você.

Essas pessoas encontraram no funk uma maneira de se comunicar com o asfalto. Já que o contato físico não passa de um “bom dia”, as vezes nem isso, a música passou a mediar esse contato. Ela conta para os de fora o que acontece lá dentro.

Muito além de Cachorras e Tigrões que tocam por aí, existe uma organização sintática, que ainda precisa ter eco, mas que nunca foi tão bem aceita por que não é tão cínica como as bundas cantoras.

Jesus disse “se alguém bater em um lado de tua face, ofereça o outro”; pois bem, essa é a outra face do Funk.

DPQ entrevista MCs Junior e Leonardo – APAFunk 2008

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