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		<title>POLIDIZERES &#8211; Enunciações menores de uma política (quase sempre) maior</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 16:54:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Declínio do Império Romano Reloaded Depois de reeditarmos os espetáculos romanos no pós-moderno UFC, MMA e afins, o próximo passo é regulamentar o uso de leões para o extermínio ao vivo em formato reality show. Mas evoluímos. Não jogaremos &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/02/23/polidizeres-enunciacoes-menores-de-uma-politica-quase-sempre-maior/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5270&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://lh5.ggpht.com/_ZLwBhf6S0UI/S88XQctEn5I/AAAAAAAABlM/A_VJHgD0Nqw/Coluna%20Polidizeres%20NEW.jpg" alt="" width="400" height="135" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#008000;">O Declínio do Império Romano Reloaded</span></strong> Depois de reeditarmos os espetáculos romanos no pós-moderno UFC, MMA e afins, o próximo passo é regulamentar o uso de leões para o extermínio ao vivo em formato <em>reality show</em>. Mas evoluímos. Não jogaremos mais cristãos aos leões. As vítimas serão os ateus, homossexuais, prostitutas, negros e pobres, para deleite de senhores, pastores e ovelhas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#008000;">Túmulo do Samba</span></strong> O presidente da Liesa (Liga das Escolas de Samba do Rio), Jorge Castanheira, disse que trabalha há 28 anos e nunca viu um ato errado ou ilícito das escolas ou dos bicheiros que as apóiam. &#8220;Confio de olhos fechados&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#008000;">Ação Entre Amigos</span></strong> O Governo do Amazonas, sem licitação, doou mais de um milhão de reais para que a TV Em Tempo, do Grupo Raman (amicíssimo de Braga, Amazonino, Omar, e ex-secretário estadual e municipal) transmitisse o anódino carnaval manauara. Resultado, a empresa simplesmente deu cano no governo e nos telespectadores. Omar já cobrou o ressarcimento, e a empresa disse que vai devolver. Será?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#008000;">Democracia, Prazer!</span></strong> Um europeu foi à Islândia e descobriu que lá, o povo se negou a pagar a dívida dos especuladores e salvar bancos falidos. E o governo atendeu. Espantou-se ao saber que os responsáveis pelo trambique internacional receberão cadeia ao invés de aposentadorias nas Bahamas. E ainda, que o país pretende ter uma assembléia popular, apartidária e plural, e tornar-se porto seguro para a livre circulação de informação jornalística e de dados na internet. Voltou ao seu país e declarou desconhecer totalmente o sistema político vigente na <a href="http://www1.ionline.pt/conteudo/113267-islandia-o-povo-e-quem-mais-ordena-e-ja-tirou-o-pai" target="_blank">Terra do Gelo</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#008000;">A Precocidade da Ministra</span></strong> A Ministra Maria do Rosário chamou a atenção para a sexualidade precoce da menina Eloá, que começou a namorar com o seu assassino, Lindemberg, quando tinha 12 anos, com anuência da família. Acertou, mas perdeu a chance de dizer que essa sexualidade não é apenas precoce, mas é um produto teratogênico do controle social sobre o corpo, que começou com a Igreja, séculos atrás. E que o que matou Eloá foi a sexualidade deformada do namorado, inconformado em perder o objeto de desejo. A mesma que faz com que brucutus, baladas afora, espanquem as tchutchucas que ousam negar-lhes o fruto proibido. Em tempo: Freud, no início do século XX, já sabia que a sexualidade aflorava, natural e livremente, nas crianças de 4, 5 anos de idade. E que a repressão dessa pulsão é que criava as neuroses sexuais.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#008000;">Recado</span></strong> Ao PT Nacional, que pretende intervir no Amazonas, caso a sua representação local decida ter candidatura própria e mandar ao limbo a subalternidade a Braga e Amazonino: quem vai de Amazonino e Braga não pode reclamar de Kassab.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#008000;">Bu!</span></strong> Pesquisa realizada no Brasil finalmente descobriu o porquê das bolsas da Ásia quebrarem e da dissolução gradual da União Européia: é que os mercados se assustam a cada vez que veem o fantasma do DEM nas manchetes de jornal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5270/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5270&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>NA ISLÂNDIA, É O POVO QUEM MANDA</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/02/22/na-islandia-e-o-povo-quem-manda/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/02/22/na-islandia-e-o-povo-quem-manda/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5266&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.<br />
Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.<br />
Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados &#8211; Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.<br />
<strong>Lição democrática n.º 1:</strong> Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde &#8211; chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.<br />
Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão &#8211; com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.<br />
<strong>Lição democrática n.º 2:</strong> Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros &#8211; na sua maioria dos EUA e do Reino Unido &#8211; e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia.<br />
Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações &#8211; que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.<br />
<strong>Lição democrática n.º 3:</strong> As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados &#8211; muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).<br />
Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.<br />
Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media &#8211; que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos <em>media</em> internacionais.</p>
<p style="text-align:justify;">Fisgado <a href="http://www1.ionline.pt/conteudo/113267-islandia-o-povo-e-quem-mais-ordena-e-ja-tirou-o-pai" target="_blank">daqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5266/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5266&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>PPP´S DO ENSINO MÉDIO TERÃO QUE ABORDAR ORIENTAÇÃO SEXUAL, IDENTIDADE DE GÊNERO, SAÚDE E PREVENÇÃO ÀS DROGAS</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/02/19/ppp%c2%b4s-do-ensino-medio-terao-que-abordar-orientacao-sexual-identidade-de-genero-saude-e-prevencao-as-drogas/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 21:08:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Enviado por e-mail pelo presidente da ABGLT, Toni Reis: Pessoal Tenho a alegria de compartilhar a publicação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Diário Oficial da União, 31/01/2012) em que foram incluídas orientações para a inclusão de  &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/02/19/ppp%c2%b4s-do-ensino-medio-terao-que-abordar-orientacao-sexual-identidade-de-genero-saude-e-prevencao-as-drogas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5262&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Enviado por e-mail pelo presidente da ABGLT, Toni Reis:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Pessoal</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Tenho a alegria de compartilhar a publicação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Diário Oficial da União, 31/01/2012) em que foram incluídas orientações para a inclusão de  Orientação  Sexual, Identidade  de  Gênero, bem como os temas do programa Saúde e Prevenção nas Escolas nos projetos político-pedagógicos das escolas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Peço atenção especial ao Art. 16. Selecionei  os    seguintes incisos</span></p>
<p style="text-align:justify;">Art. 16. O projeto político-pedagógico das unidades escolares que ofertam o Ensino Médio deve considerar:</p>
<p style="text-align:justify;">V &#8211; comportamento ético, como ponto de partida para o reconhecimento dos direitos humanos e da cidadania, e para a prática de um humanismo contemporâneo expresso pelo reconhecimento, respeito e acolhimento da identidade do outro e pela incorporação da solidariedade;</p>
<p style="text-align:justify;">X &#8211; atividades sociais que estimulem o convívio humano;</p>
<p style="text-align:justify;">XIV &#8211; reconhecimento e atendimento da diversidade e diferentes nuances da desigualdade e da exclusão na sociedade brasileira;</p>
<p style="text-align:justify;">XV &#8211; valorização e promoção dos direitos humanos mediante temas relativos a gênero, identidade de gênero, raça e etnia, religião, orientação sexual, pessoas com deficiência, entre outros, bem como práticas que contribuam para a igualdade e para o enfrentamento de todas as formas de preconceito, discriminação e violência sob todas as formas;</p>
<p style="text-align:justify;">XIX &#8211; atividades intersetoriais, entre outras, de promoção da saúde física e mental, saúde sexual e saúde reprodutiva, e prevenção do uso de drogas;</p>
<p style="text-align:justify;">XXI &#8211; participação social e protagonismo dos estudantes, como agentes de transformação de suas unidades de ensino e de suas comunidades;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Com essas Diretrizes, nenhum(a) gestor(a) escolar poderá dizer que esses assuntos não podem ser trabalhados  nas escolas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Peço que divulguem essas informações por todas as mídias possíveis.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Clique aqui para baixar as diretrizes completas</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://polivocidade.files.wordpress.com/2012/02/diretrizes-nacionais-para-o-ensino-mc3a9dio_1.pdf">Diretrizes Nacionais para o Ensino Médio_1</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://polivocidade.files.wordpress.com/2012/02/diretrizes-nacionais-para-o-ensino-mc3a9dio_2.pdf">Diretrizes Nacionais para o Ensino Médio_2</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5262/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5262&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>À SAÚDE DO CIDADÃO CONSUMIDOR!</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/02/16/a-saude-do-cidadao-consumidor/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 12:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma sociedade esterilizada tende a se tornar estéril.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5260&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://edelweiss.net.br/wp-content/uploads/2011/05/revista-saude.jpg" alt="" width="440" height="330" /><strong>Uma sociedade esterilizada tende a se tornar estéril.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5260/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5260/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5260/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5260&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O FRACASSO DO ULTRALIBERALISMO, POR DANY-ROBERT DUFOUR</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/02/15/o-fracasso-do-ultraliberalismo-por-dany-robert-dufour/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 21:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Mimeografado do Diário Gauche: O liberalismo se transformou em um novo totalitarismo Entrevista com Dany-Robert Dufour, antropólogo francês, estudioso do ultraliberalismo e suas consequências dramáticas.  Alguns já o vêem no ocaso, outros a ponto de cair no abismo, ou em &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/02/15/o-fracasso-do-ultraliberalismo-por-dany-robert-dufour/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5256&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Mimeografado do Diário Gauche:</p>
<div style="text-align:justify;"><strong>O liberalismo se transformou em um novo totalitarismo</strong></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Entrevista com Dany-Robert Dufour, antropólogo francês, estudioso do ultraliberalismo e suas consequências dramáticas.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"> Alguns já o vêem no ocaso, outros a ponto de cair no abismo, ou em plena derrocada, ou em vias de extinção. Outros analistas prevêm o contrário, que mesmo que o liberalismo atravessa uma séria crise, seu modelo está longe, muito longe do epílogo. Apesar das crises e suas fundas consequências, o liberalismo segue em pé, produzindo seu pedaço insensato de benefícios e desigualdades, suas políticas de ajuste, sua irrenunciável impunidade. No entanto, mesmo que ainda siga vivo, a crise tem deixado como nunca a nu os seus mecanismos perversos e, sobretudo, colocou no centro da cena não só o sistema econômico, mas o indivíduo que o liberalismo acabou por criar: hedonista, egoísta, consumista, frívolo, obcecado por objetos e pela imagem <em>fashion</em> que emana destes objetos.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">A trilogia da modernidade liberal é muito simples: produzir, consumir e enriquecer.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Em seu último livro, “O indivíduo que vem depois do neoliberalismo” [sem tradução para o português, ainda], o filósofo francês Dany-Robert Dufour (foto) propõe uma pergunta que poucos se fazem: “Como será o indivíduo que surgirá depois dos cataclismos e das intervenções globais do liberalismo?”</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>O liberalismo, que se apresentou como salvador da humanidade, terminou levando o ser humano a um caminho sem saída. Você projeta o seu fim, e se pergunta que tipo de ser humano surgirá depois do ultraliberalismo.</strong></div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">No século passado conhecemos dois grandes caminhos sem saída histórica: o nazismo e o stalinismo. De alguma maneira, e entre parênteses, depois da Segunda Guerra Mundial fomos libertados desses dois caminhos sem saída pelo liberalismo. Mas essa libertação acabou sendo uma nova alienação. Nas suas formas atuais, quer dizer, ultra e neoliberal, o liberalismo se molda como um novo totalitarismo porque pretende administrar o conjunto das relações sociais. Nada deve escapar da ditadura dos mercados e ele converte o liberalismo em um novo totalitarismo que substitui os dois anteriores. É, então, um novo caminho sem saída histórica. O liberalismo só fez explorar o ser humano. O historiador húngaro Karl Polanyi, em um livro publicado depois da Segunda Guerra Mundial demonstrou como, antes, a economia estava incluída em uma série de relações: as sociais, as políticas, as culturais, etc. Mas com a irrupção do liberalismo a economia saiu desse círculo de relações para converter-se no ente que procura dominar todos os demais. Desta forma, todas as economias humanas submetem-se à lei liberal, quer dizer, à lei do aproveitamento onde tudo deve ser rentável, incluídas as atividades que antes não estavam sob o mandato do rentável. Por exemplo, neste momento você e eu estamos falando mas não estamos submetidos à rentabilidade, mas sim para produzir sentido. Neste momento estamos em uma economia discursiva. Mas hoje até a economia discursiva está submetida a &#8220;quem ganha mais&#8221;. Cada uma das economias humanas está sob a mesma lógica: a economia psíquica, a economia simbólica, a economia política, daí ao aniquilamento da política. O político só existe para obedecer ao econômico. A crise que atravessa a Europa mostra que quanto mais ela se aprofunda, mais a política deixa a gestão sob o controle da economia. A política renunciou ante a economia e esta tomou o poder. Os circuitos econômicos e financeiros se apoderaram da política. Por conseguinte, a crise é geral.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>O título do seu livro, &#8220;O indivíduo que vem depois do liberalismo&#8221;, implica a dupla ideia de uma frase triunfal e do fim do liberalismo. </strong></div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align:justify;">Paradoxalmente, no momento de seu triunfo absoluto o liberalismo dá sinais de cansaço. Nos damos conta de que nada funciona e as pessoas vão tomando consciência deste colapso e têm uma reação de incredulidade. Os mercados se propõem a ser panaceia para todos os males. Você tem um problema? Pois então procure o Mercado e este lhe concederá a riqueza absoluta e a solução dos problemas. Mas agora nos damos conta que o Mercado acarreta devastações. Agora vemos do quanto esse remédio que deveria propiciar riqueza infinita acaba nos trazendo miséria, pobreza e destruição. Desde sempre, o capitalismo produz a riqueza global mas pessimamente dividida. Sabemos que há 20, 30 anos as desigualdades têm aumentado no planeta inteiro. A riqueza global do capitalismo subtrai direitos de milhões de indivíduos: os direitos sociais, o direito à educação, à saúde, em suma, todos esses direitos conquistados com as lutas sociais estão sendo engolidos pelo liberalismo. O liberalismo foi como uma religião cheia de promessas. Nos prometeu a riqueza infinita graças ao seu operador, o Divino Mercado. Mas nada cumpriu.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>Na sua crítica filosófica ao liberalismo você põe em relevo um dos seus danos principais causado pelo pensamento liberal: os indivíduos estão submetidos aos objetos, não a seus semelhantes, ao outro. A relação em si, a sensualidade, foi deslocada pelo objeto. </strong><br />
<strong><br />
</strong></div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;">As relações entre os indivíduos ficam em segundo plano. O primeiro é ocupado pela relação com o objeto. Essa é a lógica de mercado: o mercado pode a cada momento indicar-nos o objeto capaz de satisfazer nossos apetites. Pode ser um objeto manufaturado, um serviço e até um fantasma sob medida construído pelas indústrias culturais. Estamos em um sistema de relações que privilegia o objeto ao invés do sujeito. Isso cria uma nova alienação, uma relação viciada com os objetos. Esse novo totalitarismo que é o liberalismo, põem em mãos dos indivíduos os elementos para que se oprimam a si mesmos, através dos objetos. O liberalismo nos deixa a liberdade de nos alienarmos a nós mesmos.<br />
<strong><br />
</strong></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>Você localiza o princípio da crise nos anos &#8217;80 através da restauração do que você mesmo chama de relato de Adam Smith. Você cita uma de suas frases mais espantosas: para escravizar a um homem há que dirigir-se ao seu egoísmo, e não à sua humanidade.</strong></div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align:justify;">Adam Smith remonta ao século 18 e a sua moral egoísta se expandiu um século e meio depois com a globalização do mercado em todo o mundo. De fato, Smith demorou muito, porque houve outra mensagem paralela, outro Século das Luzes, que foi o trancendentalismo [idealismo. Nota do tradutor] alemão. Ao contrário das Luzes de Smith, os alemães propunham a regulação moral, a regulação trancendental. Essa regulação podia manifestar-se na vida prática, através da construção de formas como as do Estado a fim de regular os interesses privados. A partir do Século das Luzes há duas forças que se manifestam: Adam Smith e Kant. Estes dois campos filosóficos coexistiram de maneira conflitiva ao longo da modernidade, quer dizer, através de dois séculos. Mas, em algum momento, o transcendentalismo alemão desmoronou e deixou lugar ao liberalismo inglês, que por sua vez passou a assumir a forma ultraliberal. Se pode datar esse fenômeno a partir do princípio dos anos &#8217;80. Há inclusive uma marca histórica que remonta ao momento em que Ronald Reagan e Margaret Thatcher na Grã-Bretanha chegam ao poder e instalam a liberdade econômica sem regulação alguma. Essa ausência de regulação destruiu imediatamente as convenções sociais, quer dizer, o pacto entre os indivíduos.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>Daí advém a trilogia&#8221;produzir, consumir, enriquecer&#8221;. Você chama a essa trilogia de pleonexia </strong>[desejo exagerado de ter posses, grande avidez material. Nota do tradutor].</div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">O termo pleonexia eu encontrei na República de Platão, e quer dizer &#8220;sempre ter mais&#8221;. A República grega, a Polis, se construiu sobre a proibição da pleonexia. Pode-se dizer então que, até o século 18, uma parte do Ocidente funcionou na base dessa proibição, e se libertou dela nos anos &#8217;80. A partir daí, foi liberada a avidez mundial, a avidez dos mercados, a avidez dos banqueiros. Recorde o discurso pronunciado por Alan Greenspan (o ex-presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA) ante a Comissão do Congresso norteamericano depois da crise de 2008. Greenspan disse: &#8220;Eu pensava que a avidez dos banqueiros era a melhor regulação possível. Mas me dou conta que isso não funciona mais, e não sei por quê&#8221;. Greenspan confessou dessa maneira que o que orienta as coisas é a liberação da pleonexia. E já vemos agora aonde tudo isso nos conduziu.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>Chegamos no momento do depois, ao hipotético &#8216;ser humano de depois do liberalismo&#8217;. Você o vê sob a condição de um indivíduo simpático. Que sentido tem o termo simpático, neste contexto? </strong></div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Ninguém é bom ao nascer, como pensava Rousseau, nem tampouco mau, como pensava Hobbes. O que podemos fazer é ajudar as pessoas a serem simpáticas, quer dizer, a não pensar só em si mesmas, e a pensar que para viver com o próximo há que contar com ele, o próximo. O outro está em mim, as imagens dos outros estão em mim, e me constituem como sujeito. A ideia mesma de um individuo egoísta é um sem-sentido, porque obriga a que nos esqueçamos de que o indivíduo está constituído por partes do outro. E quando falo de um indivíduo simpático não emprego o termo em sua acepção mais trivial, digamos alguém simplesmente simpático. Não. Se trata do sentido que tinha a palavra no século 18, onde a simpatia era a presença do outro em mim. Necessito, então, da presença do outro em mim e o outro necessita de minha presença nele para que possamos constituir um espaço onde cada um seja um indivíduo aberto ao outro. Eu cuido do outro como ele cuida de mim. Isso é um indivíduo simpático.</div>
<div style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>Vamos com a simpatia, mas sobre que bases se constitui o indivíduo que vem depois do liberalismo? A razão, a religião, o esporte, o ócio, a solidariedade, outra ideia de mercado? </strong></div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align:justify;">Neste livro fiz um inventário sobre relatos antigos: o relato do <em>logos</em> [consciência cósmica em Heráclito. Nota do tradutor.], da evasão da alma dos gregos, o relato sobre a consideração do outro nos monoteísmos. Me dei conta de que em ambos relatos havia coisas interessantes e também aterradoras. Por exemplo, a opressão das mulheres no patriarcado monoteísta equivale à opressão da metade da humanidade. Acaso queremos repetir essa experiência? Não, certamente. Outro exemplo: no <em>logos</em>, para que haja uma classe de homens livres na sociedade é preciso que haja uma classe oprimida e escravizada. Queremos repetir isso? Não. Refundar nossa civilização depois dos três caminhos sem saída que foram o nazismo, os stalinismo, e o liberalismo requer uma fundação sobre bases sólidas. Por isso levei a cabo o inventário, para ver o que poderíamos recuperar e o que não poderíamos recuperar, quanto do passado podia servir-nos e quanto não podia servir-nos. A segunda consideração poderia ajudar o indivíduo a ser simpático antes que egoísta. É preciso reconstruir um meio onde se possa ser simpático e não egoísta. Neste contexto, a ideia de reconstrução do político, de uma nova forma de Estado que não fique dedicado a conservar os interesses econômicos, e sim que preserve os interesses coletivos, é central.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong>Qual é então o grande Relato que podería nos salvar?</strong></div>
</blockquote>
<div style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align:justify;">Temos deixado à beira do caminho os grandes relatos anteriores e acreditamos cada vez menos no grande relato do mercado. Estamos a espera de algo que unifique o indivíduo, quer dizer, uma grande narrativa. Eu proponho o relato de um indivíduo que deixou de ser egoísta, mas que não seja o indivíduo coletivo do stalinismo, nem tampouco o indivíduo afogado na raça que se crê superior, como no nazismo e no fascismo. Se trata de um relato alternativo a tudo isso, de um relato que persiste no fundo da civilização. Creio que o valor da civilização ocidental reside na ênfase na individuação, quer dizer, na ideia da criação de um indivíduo capaz de pensar e agir por si mesmo. Não se pode esquecer a noção de indívíduo, mas é preciso reconstruir essa ideia. Contrariamente ao que se diz, não creio que nossas sociedades sejam individualistas, não. Nossas sociedades são lamentavelmente egoístas. Isto me faz pensar que o individuo como tal tem uma boa margem existencial, que há muitas coisas dele que não conhecemos. Temos que fazer existir o indivíduo fora dos valores de mercado. O indivíduo do stalinismo foi dissolvido na massa do coletivismo, o indivíduo do nazismo e do fascismo foi dissolvido na raça, o indivíduo do liberalismo foi dissolvido no egoísmo. O indivíduo liberal é um escravo de suas paixões e pulsões. Devemos superar este caminho liberal sem saída para recriar um indivíduo aberto ao outro, capaz de realizar-se totalmente. Há textos filosóficos de Karl Marx, que não são muito conhecidos, e nos quais Marx queria a realização total do indivíduo fora dos circuitos mercantis: no amor, na realização com os outros, na amizade, na arte. Poder criar o máximo a partir das disposições de cada um. Talvez tivéssemos que recuperar esse relato de Marx filósofo e esquecer o do Marx marxista.</div>
<div style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></div>
<div style="text-align:justify;"><em><strong>Publicado no diário portenho </strong><strong>Página 12</strong><strong>, edição de hoje, 13 de fevereiro de 2012.</strong> A entrevista foi concedida ao jornalista Eduardo Febbro. Tradução de Cristóvão Feil.</em></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5256/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5256/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5256/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5256&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>AS MASSAS E DEUS</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/02/13/as-massas-e-deus/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 02:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Massa  sem  palavra  que  existe  para  todos  os  porta-vozes  sem  história. Admirável conjunção dos que nada têm a dizer e das massas que não falam. Nada que contém todos os discursos. Nada de histeria nem de fascismo potencial, mas simulação  &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/02/13/as-massas-e-deus/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5254&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">&#8220;Massa  sem  palavra  que  existe  para  todos  os  porta-vozes  sem  história. Admirável conjunção dos que nada têm a dizer e das massas que não falam. Nada que contém todos os discursos. Nada de histeria nem de fascismo potencial, mas simulação  por  precipitação  de  todos  os  referenciais  perdidos.  Caixa  preta  de todos  os  referenciais,  de  todos  os  sentidos  que  não  admitiu,  da  história impossível, dos  sistemas de  representação  inencontráveis, a massa é o que  resta quando se esqueceu tudo do social.<br />
Quanto  à  impossibilidade  de  nela  se  fazer  circular  o  sentido,  o melhor exemplo é o de Deus. As massas conservaram dele somente a  imagem, nunca a Idéia.  Elas  jamais  foram  atingidas  pela  Idéia  de  Deus,  que  permaneceu  um assunto de padres, nem pelas angústias do pecado e da salvação pessoal. O que elas conservaram foi o fascínio dos mártires e dos santos, do juízo final, da dança dos mortos, foi o sortilégio, foi o espetáculo e o cerimonial da Igreja, a imanência do ritual &#8211; contra a transcendência da Idéia. Foram pagãs e permaneceram pagãs à sua  maneira,  jamais  freqüentadas  pela  Instância  Suprema,  mas  vivendo  das miudezas das imagens, da superstição e do diabo. Práticas degradadas em relação ao  compromisso  espiritual  da  fé?  Pode  ser.  Esta  é  a  sua  maneira,  através  da banalidade  dos  rituais  e  dos  simulacros  profanos,  de  minar  o  imperativo categórico da moral e da fé, o imperativo sublime do sentido, que elas repeliram. Não  porque  não  pudessem  alcançar  as  luzes  sublimes  da  religião:  elas  as ignoraram. Não recusam morrer por uma fé, por uma causa, por um ídolo. O que elas  recusam  é  a  transcendência,  é  a  interdição,  a diferença,  a  espera,  a  ascese, que  produzem  o  sublime  triunfo  da  religião.  Para  as massas,  o Reino  de Deus sempre esteve sobre a terra, na imanência pagã das imagens, no espetáculo que a Igreja  lhes  oferecia.  Desvio  fantástico  do  princípio  religioso.  As  massas absorveram a religião na prática sortílega e espetacular que adotaram.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">(Jean Baudrillard, <em>À Sombra das Massas Silenciosas</em>)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5254/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5254/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5254/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5254&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>PREFEITURA DE MANAUS ABRE CONCURSO PÚBLICO PARA QUATRO ÓRGÃOS</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/02/10/prefeitura-de-manaus-abre-concurso-publico-para-quatro-orgaos/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 14:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Prefeitura de Manaus por meio da Secretaria Municipal de Administração – SEMAD divulga no Diário Oficial de hoje, 8/2/2012, os seguintes Editais: Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (SEMDEJ) – Edital 002/2012, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/02/10/prefeitura-de-manaus-abre-concurso-publico-para-quatro-orgaos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5250&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A Prefeitura de Manaus por meio da Secretaria Municipal de Administração – SEMAD divulga no Diário Oficial de hoje, 8/2/2012, os seguintes Editais: Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (SEMDEJ) – Edital 002/2012, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS) – Edital 003/2012, Fundação de Apoio ao Idoso – Doutor Thomas (FDT) – Edital 004/2012 e Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (IMPLURB) – Edital 005/2012 para o preenchimento 394 vagas para provimento cargos e formação de cadastro de reserva para áreas de nível médio e superior e presta informações detalhadas do certame.</p>
<p style="text-align:justify;">O valor da taxa de inscrição é de R$ 65,00 para os cargos de nível médio e de R$ 75,00 a R$ 100,00 para os cargos de nível superior e poderá ser efetuada no site do Cetro Concursos: http://www.cetroconcursos.org.br, no período entre 8 horas do dia 9 de fevereiro de 2012 e 22 horas e 59 minutos do dia 1 de março de 2012, observado o horário oficial de Manaus/AM.</p>
<p style="text-align:justify;">Informamos ainda que na impossibilidade de acesso à Internet, os candidatos poderão se dirigir Rua Emílio Moreira, n.º 1473, Praça 14 de janeiro – Manaus/AM (em frente à antiga Maxpell), telefone (92) 3637-3118, onde o acesso à Internet será gratuito, no período de 9 de fevereiro de 2012 a 1 de março de 2012, das 9 horas às 17 horas, ininterrupto (exceto sábado, domingo e feriado).</p>
<p style="text-align:justify;">Confira abaixo os Editais:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www2.manaus.am.gov.br/portal/noticias/EDITAL%20002-2012%20-%20SEMDEJ.pdf">EDITAL 002/2012 – SEMDEJ</a><br />
<a href="http://www2.manaus.am.gov.br/portal/noticias/EDITAL%20003-2012%20-%20SEMMAS.pdf">EDITAL 003/2012 – SEMMAS</a><br />
<a href="http://www2.manaus.am.gov.br/portal/noticias/EDITAL%20004-2012%20-%20FDT.pdf">EDITAL 004/2012 – FDT</a><br />
<a href="http://www2.manaus.am.gov.br/portal/noticias/EDITAL%20005-2012%20-%20IMPLURB.pdf">EDITAL 005/2012 – IMPLURB</a></p>
<p style="text-align:justify;">Secretaria Municipal de Administração<br />
Assessoria de Comunicação: 3215 3442</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5250/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5250&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>MICHEL SERRES E A EVOLUÇÃO HUMANA</title>
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		<comments>http://polivocidade.blog.br/2012/01/31/michel-serres-e-a-evolucao-humana/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 04:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5248&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://polivocidade.blog.br/2012/01/31/michel-serres-e-a-evolucao-humana/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CPBpgILAM1M/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5248/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5248&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>DILMA E PAULINHO DA VIOLA</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/01/29/dilma-e-paulinho-da-viola/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 22:13:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Do site Direto da Redação: Recife (PE) - Um dia desses notei que a história política do Brasil poderia ser contada pela história da sua música popular. E como sempre acontece em qualquer descoberta, essa conclusão geral me chegou pela &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/01/29/dilma-e-paulinho-da-viola/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5246&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Do site <a href="http://www.diretodaredacao.com/noticia/a-presidenta-dilma-e-paulinho-da-viola#.TyXBm4hPZl4.facebook" target="_blank">Direto da Redação</a>:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Recife (PE) -</strong> Um dia desses notei que a história política do Brasil poderia ser contada pela história da sua música popular. E como sempre acontece em qualquer descoberta, essa conclusão geral me chegou pela persistência de alguns casos individuais, que traziam em si um dom universal. Assim foi, por exemplo, em páginas de “Soledad no Recife”, quando a ressurreição dos malditos anos da ditadura se fez sob a canção dos tropicalistas. Assim foi quando escrevi sobre Geraldo Vandré, sobre Chico Buarque, sobre Roberto Carlos&#8230; assim tem sido em textos mais ambiciosos, escritos sob a música íntima que me acompanha ao narrar o mundo submerso da infância. Que nos acompanha a todos quando recuperamos vidas, melhor dizendo.</p>
<p style="text-align:justify;">Escrevo isso agora a partir de uma revelação do livro “A vida quer é coragem”, de Ricardo Batista, conforme artigo de Alberto Villas:</p>
<p style="text-align:justify;">“&#8230;a uruguaia Maria Cristina Uslendi conta que em outubro de 1971, toda vez que voltava das sessões de tortura encontrava Dilma de braços abertos ‘me amparando, me ajudando a usar a latrina quando não tinha forças, me dando sopinhas de colher na boca, me cedendo a parte de baixo do beliche e pondo na vitrolinha de pilhas as melhores músicas da MPB’. Cristina conta que Dilma sempre pedia a ela que prestasse muita atenção à letra de &#8220;<em>Para um amor no Recife&#8221;</em>, uma canção de Paulinho”.</p>
<p style="text-align:justify;">O quanto isso é verdadeiro. O quanto a música popular foi remédio, cura e perdição da maioria dos brasileiros que estiveram contra a ditadura. O quanto devemos a esses artistas da canção, numa dívida que eles próprios não alcançam o tamanho, mas que é, ao mesmo tempo, motivo de sufoco e prisão para eles, em razão do papel que ganharam à sua revelia. No entanto, importa mais aqui, para não me distanciar do objeto destas linhas, falar alguma coisa sobre o Paulinho da Viola daqueles anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando “<em>Foi um rio que passou em minha vida”</em> apareceu no Brasil, éramos estudantes numa  sexta-feira à noite, numa serenata em Maria Farinha. Achávamos então que a revolução socialista seria a coisa mais natural do mundo. E por ser assim tão natural, nada demais também que ouvíssemos, não se espantem, 41 vezes, seguidas, contínua e incansavelmente foi um rio, foi um rio, foi um rio em uma vitrolinha de pilha. Naquele ano, e por que não ainda? , todos nós éramos Paulinho, nessa estranha empatia, mistura de identidades que a verdadeira arte produz. Todos nós repetíamos, e repetimos, e repetimos&#8230; que “meu coração tem mania de amor, e amor não é fácil de achar”. À maneira de  cantar, gritávamos esses versos então.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois, morando na Pensão Princesa Isabel, no centro do Recife, Paulinho era  &#8220;<em>Simplesmente Maria&#8221;</em>. “<em>Na cidade, é a  vida cheia de surpresa, é a ida e a vinda, simplesmente,  Maria, Maria, teu  filho está  sorrindo, faz dele  a tua ida, teu consolo e teu  destino, Maria&#8230;”.</em> Nesse tempo, sempre  compreendíamos o “faz dele a tua ida” como um “faz dele a tua ira”. Enquanto subíamos a escada para um quartinho isolado no alto, da televisão da sala vinha a música, tema de uma novela. Ela nos lembrava sempre que estávamos sozinhos e sem mãe, cujo nome também era Maria. À hora dessa música sempre  esperávamos algum golpe traiçoeiro da polícia que queria nos matar. Sem Maria que nos velasse.</p>
<p style="text-align:justify;">Então houve <em>Para um amor no Recife</em>. Diziam então que Paulinho fizera essa música para a secretária de Dom Hélder Câmara. As boas, e as más línguas principalmente, acrescentavam que a dedicada senhora vinha a ser a namorada secreta do arcebispo. Entre o sussurro e a maledicência, entre a repressão da ditadura Médici e a resistência serena erguia-se um poema belo, quase autônomo da melodia: “<em>A razão por que mando um sorriso e não corro, é que andei levando a vida quase morto. Quero fechar a ferida, quero estancar o sangue, e sepultar bem longe o que restou da camisa colorida que cobria minha dor. Meu amor, eu não esqueço, não se esqueça, por favor, que voltarei depressa, tão logo acabe a noite, tão logo este tempo passe, para beijar você ”.</em> Esta é uma canção que só fez melhorar ao longo de todos esses anos. A ditadura não existe mais, o seu motivo imediato não mais existe, mas a composição só vem crescendo, apesar da degradação do Recife, que entra quase incidentalmente no título.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, amigos, que estranho e magnífico poder tem a obra de arte. Quarenta e um anos depois, Paulinho da Viola, Dilma e os brasileiros voltamos a <em>Para um amor no Recife</em>: <a href="http://www.youtube.com/v/PClFteQLPxI&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;autoplay=1" rel="shadowbox;width=600;height=400;player=swf">( Veja o vídeo )</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polivocidade.wordpress.com/5246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polivocidade.wordpress.com/5246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polivocidade.wordpress.com/5246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polivocidade.wordpress.com/5246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/polivocidade.wordpress.com/5246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/polivocidade.wordpress.com/5246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/polivocidade.wordpress.com/5246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/polivocidade.wordpress.com/5246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polivocidade.wordpress.com/5246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polivocidade.wordpress.com/5246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polivocidade.wordpress.com/5246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polivocidade.wordpress.com/5246/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polivocidade.wordpress.com/5246/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polivocidade.wordpress.com/5246/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5246&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>NO GOVERNO DO AMAZONAS TAMBÉM TEM HIGIENISMO E XENOFOBIA</title>
		<link>http://polivocidade.blog.br/2012/01/26/no-governo-do-amazonas-tambem-tem-higienismo-e-xenofobia/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 16:41:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Polivocidade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Síntia Maciel e Joelma Muniz, do A Crítica: “Se o Governo Federal quiser, que coloque os haitianos em apartamentos de Brasília”, declarou na manhã desta quarta-feira (25), o governador do Amazonas, Omar Aziz, durante entrevista coletiva em um estaleiro da &#8230; <a href="http://polivocidade.blog.br/2012/01/26/no-governo-do-amazonas-tambem-tem-higienismo-e-xenofobia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polivocidade.blog.br&amp;blog=10593685&amp;post=5240&amp;subd=polivocidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Síntia Maciel e Joelma Muniz, do <a href="http://acritica.uol.com.br/amazonia/Manaus-Amazonia-Governador-Amazonas-refugiados-Governo-Federal_0_634136625.html" target="_blank">A Crítica</a>:</p>
<div style="text-align:justify;">“Se o Governo Federal quiser, que coloque os haitianos em apartamentos de Brasília”, declarou na manhã desta quarta-feira (25), o governador do Amazonas, Omar Aziz, durante entrevista coletiva em um estaleiro da Zona Oeste de Manaus, ao ser indagado pelos jornalistas a respeito das ações que o poder Executivo estadual irá adotar em relação aos mais de 3 mil haitianos refugiados no Amazonas.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Aziz afirmou que o governo local “não atenderá primeiro os haitianos. Em detrimento aos amazonenses”, além de salientar que o Governo Federal é que deve fazer uma política definitiva para atender os refugiados haitianos.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">A demanda por habitação e emprego em Manaus já é muito grande, destacou o governador. Omar também disse não entender o “porque do Governo Federal querer que o Estado seja o mediador desta situação”.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">“O Estado não tem como arcar com estas pessoas e o Amazonas está no limite”, salientou Omar Aziz, referindo-se a entrada de refugiados no Amazonas. Apesar das criticas o governador do Amazonas disse ser solidário aos haitianos refugiados e que está disposto a colaborar.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><strong>Acrescentado pelo PolivoCidade</strong>: A declaração de Omar se deu num momento em que o governador se defendia de acusações de pagamentos indevidos às empresas que constróem os portos das cidades do interior. Omar foi rude e grosseiro com a imprensa, como se pode notar nas reportagens televisivas. A psicanálise ensina que, quando confrontado com um conteúdo reprimido, ocultado, porém real, a consciência tem uma reação exagerada, histriônica, na tentativa de afirmar enfaticamente o contrário. Recurso primitivo e pouco eficiente, e para bom entendedor, fatal. Toda negação, neste caso, é uma afirmação.</div>
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